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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

CAPÍTULO 02



No decorrer dos dias não atendi nenhum cliente. Estava sem disposição e a carga de trabalhos, provas e a monografia estavam me deixando exausta. Todos os dias passava pelos murais na universidade procurando algum anúncio para contratação de recém formados. Estava terminando o curso de administração e pretendia mais tarde fazer mestrado.

O dinheiro que havia guardado daria para segurar alguns meses e caso precisasse sempre haveria alguma possibilidade de conseguir algum. Mas comecei a querer evitar. Não havia mais feito anúncios pessoais. Somente a agência me ligava de vez em quando.

A situação financeira de minha mãe estava mais tranquila, disse que poderia começar a guardar para mim o dinheiro que mandava para ela. Na verdade ela não sabia qual era a fonte. Disse-lhe que fazia trabalhos free em algumas empresas... Acreditava.

Marta não entendia como podia recusar tantas ligações da agência.

- Melissa vc tem que se decidir... Daqui a pouco eles não te chamam mais...

- Acho que estou parando Marta... Cansei. - falei a ela.

Ficou surpresa...mas entendeu.

- Um dia todas paramos. - Completou.





Numa sexta feira o celular tocou. Fazia algum tempo que o celular de “Michelli” não chamava. Atendi já pensando na desculpa que daria a agência.

- Alô? É... Quem fala...? - Reconheci a voz. Era Bianca.

- Michelli. - Respondi com pouco entusiasmo.

- Não sei se lembra, mas há algum tempo atrás você fez um showzinho pra gente... - Não a deixei terminar:

- Lembro... A festa das meninas que casaram.

- Isso!... É o seguinte: amanhã é aniversário de uma amiga e ela pediu que a contratasse para repetir... Você pode?

- Bianca... Agradeço vocês terem lembrado, mas não faço mais isso. Estou me formando final do ano e não tenho tempo pra mais nada. Ok?                                        - Que pena... Digo... Que bom... Pena pra nós... Porque foi muito bom... Mas tudo bem... Vou avisar Renata... Vai entender.

Ouvi aquele nome e uma corrente quente percorreu meu corpo.

- Vai avisar quem?... Por quê?

“Não devia ter perguntado” - pensei.

- O aniversário é dela... Ela pediu que te ligasse... Até estranhei por que naquele dia ela ficou contrariada com nossa ideia... Mas acho que acabou gostando... Escuta... Desculpa insistir... Mas ela paga o que você pedir...

Ela riu. Aquilo me enfureceu:

- Você dá um recado a ela, por favor? Diga que por dinheiro algum no mundo eu dançaria pra ela ou faria qualquer outra coisa pra ela... Ok?

- Nossa! Calma... Desculpa... Vou dizer que você não aceitou... Tá bom?

- Tá... Tudo bem... Não tem nada a ver com você isso... Posso indicar uma amiga... Quer? - Falei e um sentimento estranho me assolou... Imaginei outra mulher dançando para ela...

- Acho que não... Mas vou ver... Qualquer coisa ligo de novo... Tchau. - Desligou.





Do outro lado da linha... Bianca desligou e foi até a sala onde Renata estava.

- Nossa ela tá brava com você... O que fez? - Bianca falou olhando para Renata.

- O que ela disse?

- Que dinheiro nenhum faria  dançar ou qualquer outra coisa pra você.. – Concluiu.

- Bianca consiga o endereço dela.

- Como... Como vou conseguir isso? - Perguntou assustada.

- Vire-se... Não sei como. - Falou e saiu.

Bianca ficou ali pensando no que tinha acontecido e se preocupou... Conhecia Renata há muitos anos e desde que Ângela  tinha morrido, há quatro anos, nunca mais teve ninguém em sua vida. Sabia de alguns casos passageiros, mas ninguém realmente sério. Tinha muitas mulheres a seus pés... E homens se quisesse... “O que ela queria com esta menina?... Tudo bem... Linda!... Mas daí a querer ir na casa dela?... Como vou conseguir?... Já sei no jornal! A primeira vez peguei o nome dela no jornal, alguns fazem cadastro de anunciantes... Vou usar a influência de Renata... Afinal sua empresa é uma das maiores anunciantes... Não vão negar um favor a Renata Costa Mendes da Fonseca.”





No decorrer da semana fui a algumas empresas que haviam anunciado vagas para recém formados nos murais da universidade. Preenchi fichas, fiz entrevistas, currículos... E estava aguardando algumas  respostas...





Uma semana depois da ligação de Bianca... Na sexta- feira a noite estava em casa, na frente do PC, trabalhando em minha monografia. Já passava das dez da noite. Ouvi a campainha...

“Como?... Ninguém chamou no interfone... Deve ser algum vizinho” – Pensei.

Fui até a porta... Nem olhei antes... Abri. Quando vi Renata na porta... Fiquei paralisada... “C..Como?” Não conseguia raciocinar...

- Não me convida para entrar?” - Ela perguntou, me olhando dos pés a cabeça. Estava de regata justa e uma calça branca de algodão leve.

- O que quer aqui?... Como descobriu meu... Meu endereço? - Falei sem me mover.

Renata deu um passo a frente e eu dei um passo para o lado, dando-lhe passagem. Fechei a porta... Renata ficou próxima a mim... Junto a porta.

- Não foi difícil... Basta conhecer as pessoas certas... - Respondeu.

- E você deve conhecer todas, não é? - Perguntei irônica.

- Não! Somente algumas. - Respondeu sem tirar os olhos dos meus.

Tentei me mover, sair daquele contato... Ela bloqueou minha passagem... E me pegou pela cintura... Como da outra vez...

- Por que não quis dançar pra mim? Não gosta do meu dinheiro... Moça?

- Não gosto de você! - Respondi de forma ameaçadora.

Ela me apertou mais...

- Não é o que sinto... - Falou já repetindo o gesto que havia feito em meu pescoço... Me cheirava...- Me solta... -  Sem muita convicção... Não conseguia me mexer.

- Por que não quis? - Repetiu novamente a pergunta sem tirar o rosto de meu pescoço.
- Sua amiga deve ter dado o recado... O que você quer de mim? Não quero fazer nada pra você e, também não quero seu dinheiro.

Tentei sair daquele abraço... Mas ela me apertava contra seu corpo...

- Quem disse que vou pagar? Já disse pra você que não pago por sexo.

Nesse momento me empurrou contra a parede e me olhou... Achei que ia me beijar, mas novamente passou seus lábios próximo aos meus e começou a se esfregar em meu pescoço... Senti sua perna abrir as minhas e senti sua coxa pressionando... Esfregando... Sua língua no meu pescoço... Não conseguia mais resistir... E não queria... Continuava me mantendo contra a parede... Levantou minha blusa... Tirou... Senti sua boca em meus seios sugando... Lambendo... Sem rodeios... Ela estava fazendo o que queria comigo... Comecei a não controlar meus gemidos... Estava cheia de desejo, de vontade dela... Desceu as duas mãos pela lateral de meu corpo e baixou rapidamente minhas calças... Levantou minha perna e a prendeu em seu corpo... Com a outra mão me invadiu fazendo movimentos que me deixaram alucinada... A segurei e acompanhei o ritmo de sua mão... Procurei sua boca... Mas ela evitava... Mantinha em meu pescoço... Mordia minha orelha... Começou a falar no meu ouvido... Entendi algumas coisas outras não...

- Já sentiu assim?... Enh?... Responde... Diz pra mim...

Não conseguia falar, mas respondi num gozo alucinante... Desfaleci em seus braços... Me segurou e descemos devagar até o chão... Ela deitou em cima de mim... Tirou meu cabelo do rosto e me olhou... Lindamente!... Aquele olhar me levava os pensamentos... Sentia minha mente vazia... Achei que ia me beijar... Chegava perto... Aspirava o ar... E se afastava... Sentia o seu nariz próximo a minha pele... E senti uma vontade irresistível dela... Me movi e a coloquei em baixo de meu corpo... Ela estava totalmente vestida... E eu nua em cima dela... A olhei enquanto abria sua blusa percebi que queria... Tanto quanto eu.... Sua respiração acelerada... Seu olhar me olhando com desejo... Queria beijá-la, mas não fiz... E fui abrindo todos os obstáculos que me separavam daquele corpo que desejava desde o primeiro dia que tinha visto... A deixei nua e da mesma forma que ela... Sem rodeios... Tomei seus seios... Fiz o que queria... Desci até o meio de suas pernas e senti vontade de engoli-la... Tomá-la... Minha língua a explorou de todas as formas... Pela primeira vez em muito tempo... Não estava preocupada em dar prazer... Mas saciar a minha vontade... Minha vontade dela... Percebi que estava chegando seu momento... Me segurou com força contra ela... Desta vez fui eu que falei:

- Ainda não... Espera... Quero mais...

Queria mais, queria prolongar aquela sensação maravilhosa de tê-la, mas não esperou por muito tempo... Tive a sensação maravilhosa de receber todo seu prazer na minha boca...

Ficamos no chão por mais algum tempo. Fiquei ao seu lado, apoiando a cabeça com uma mão e a outra passeava no corpo dela. Com as pontas dos dedos fiz o contorno dos seios, fui descendo até a barriga...

“Como é linda... Macia... Cheirosa!”

Estava encantada com seu corpo... Ela me olhava em silêncio e eu também. De repente ela levantou:

- Preciso ir embora. - Falou e começou a pegar as roupas.

Levantei com ela e calmamente comecei a me vestir. Ela também. Em silêncio. Antes de se dirigir a porta... Me olhou. Novamente achei que ia me beijar, mas desviou o olhar. Quebrei o silêncio:

- Fez o que queria? - Perguntei suavemente.

Ela não respondeu. Me olhou novamente. Não consegui decifrar aquele olhar. Abriu a porta e foi embora. Fiquei olhando para a porta por algum tempo.

“Por que não pedi que ficasse? Teria feito amor com ela a noite inteira...” – Suspirei.

Tomei um banho e voltei para minha monografia. Desisti.

“Renata... Renata... Renata... Sua pele... Seu cheiro... Seu corpo... Estou perdida!”

Tentei acionar todos os meus mecanismos de defesa.

OBS IMPORTANTE: 
A história não está completa, disponibilizamos apenas os três primeiros capítulos para degustação.

5 comentários:

Anônimo disse...

Encantador! Esse cap. é uma bela ideia do que vem pela frente...

Anormal disse...

Arrasou!

lara disse...

adorei

Ivone disse...

Noossa. Quando vai Postar Mais?
Amei. Como sempre. a Wind Arraza.
Ela e a Dih, São as melhores escritores. Sou Fã.
Posta Mais, Por favooooooooooor. Amei.

lalinha307 disse...

Lindo, wind.